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Yoga e as marcas

Na forma como vejo o mundo, as marcas são muito parecidas com a gente: devem ter essência, valores e um jeito único de ser. Marcas fortes possuem personalidade que se faz presente em todo o seu sistema: serviço/produto, discurso, ações e relações.

É neste ponto que encontramos as conexões entre pessoa e marca, aquilo que nos aproxima ou afasta uns dos outros. Assim constrói-se o relacionamento de uma marca com seus públicos, afinal de contas, as ligações acontecem em todos os momentos de contato — tudo comunica, o tempo todo.

E o que isso tem a ver com Yoga? Para praticá-la, precisamos investigar a nós mesmos, entender até onde podemos ir, quais os limites do nosso corpo e as travas que estão em nossa mente. Percebemos que somos capazes de mais, e que existe um momento em que devemos parar, entender novamente o que está acontecendo, e, então, decidir como seguir sem se lesionar.

Descobrimos assim, que o essencial à sobrevivência está dentro de nós mesmos, alimentado pelo externo sim, mas nunca apenas por ele. Com corpo e mente alinhados — em processo de descoberta — tudo funciona melhor, vai destravando, encaixando. É um processo interno que transborda, e, a partir de certo ponto, pode ser visto por quem está de fora, em grandes momentos ou em pequenas ações cotidianas.

Com a marca acontece da mesma forma. Precisamos investigar, conversar com quem a movimenta no dia a dia e com aqueles que a consomem em sua rotina. Entender limites e possibilidades: quando devemos parar e continuar? O que faz parte do nosso jeito de ser é essencial? O que podemos descartar pelo fato de já não funcionar para o que buscamos hoje?

Marca é movimento e precisa de atenção. De pessoas que conheçam sua essência e história, bem como saibam utilizá-la, disseminá-la para todos aqueles que fazem parte da sua construção. Sendo assim, quando este jeito de ser transbordar, será possível enxergar claramente o que se possui de melhor a oferecer, não apenas perante holofotes, mas nos detalhes do dia a dia.

É preciso alinhamento e investigação constantes, e, principalmente, prática. A consistência, trazida na Morama como primordial, vem da vivência: é nela que podemos ver resultados, estipular métricas, entender a evolução do trabalho e ir além, vislumbrando novas possibilidades de desenvolvimento.

Diz-se que só estamos praticando Yoga verdadeiramente quando estamos conscientes do que estamos fazendo, juntando o corpo, a respiração e a mente. É assim, no alinhamento entre o interno e o externo, que podemos encontrar o equilíbrio, conseguimos enxergar mais longe, alcançar nossas metas e evoluir em todas as práticas. Assim também, somente estamos praticando Branding, quando seguimos constantes, a olhar para os diferentes e mutantes aspectos que envolvem a marca.

Pâmela Cristina Faleiro

10 de julho de 2020